Bem-Vindos. Sentem-se em volta da fogueira, peguem uma xícara de chá e comecemos a aprender os mistérios antigos e a desvendar segredos esquecidos. Trilhem connosco a floresta sobre o olhar atento da Lua...

Novos artigos serão sempre publicados à quinta-feira.



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O Tarot: A História do Tarot


A história do Tarot é complexa e confusa sendo que as suas origens são meio complicadas de traçar. Hoje vamos falar um pouco sobre a História do Tarot para que tenhamos uma ideia de onde vem esta prática. Não é obrigatório o praticante saber exactamente a história do Tarot mas... saber não ocupa lugar, pois não? :)

As cartas de jogar surgiram pela primeira vez no século XIV na Europa com os naipes Paus, Ouros, Espadas e Copas que ainda hoje são usados como naipes nas cartas de jogos em Portugal, Itália e Espanha e são muito semelhantes aos naipes dos baralhos de tarot. O primeiro baralho registado remonta ao período entre 1430 e 1450 em Milão, Ferrara e Bolonha quando cartas com desenhos foram adicionadas aos baralhos tradicionais. Estes novos baralhos eram chamados de "Carte da Trionfi" ou seja Cartas do Triunfo e encontram-se registadas em documentos de tribunais datados de 1440. Os baralhos mais antigos encontrados são de uma família chamada Visconti-Sforza e são considerados os antepassados dos actuais baralhos de Tarot. Acredita-se que estes baralhos foram originalmente criados apenas como método de diversão para a nobreza italiana e não como método divinatório, sendo que inclusive eram retiradas cartas dos baralho (como a Morte, o Diabo e a Torre) que eram consideradas ofensivas e quase fizeram com que os baralhos fossem banidos pela Igreja!

Os primeiros tarot eram feitos à mão e, como tal, eram em números muito reduzidos sendo que o baralho mais famoso que sobreviveu desta época foi o Tarot de Marselha que ainda hoje é utilizado por praticantes. Também o baralho associado à familia Visconti-Sforza sobreviveu até aos dias de hoje estando guardado num museu. A primeira menção de cartas pintadas com desenhos é entre 1418 e 1425 em que é descrito, por Martiano da Tortona, um baralho com 16 cartas com Deuses Gregos e a naipes a representar quatro tipos de pássaros. Mais tarde foram adicionados motivos às cartas relacionados com filosofia, sociedade, política e astronomia.

O nascimento do Tarot como método divinatório é associado a Antoine Court de Gélebin em 1781 em que o mesmo defendia que a origem dos tarot era egipícia e que as representações nos Triunfos eram referentes ao conhecimento perdido do Deus Egípcio Thoth. Foi a partir deste momento que as pinturas e desenhos das cartas foram evoluindo e novos símbolos adicionais às mesmas. Acredita-se que muitas das mudanças nas cartas foram feitas pelas sociedades secretas que produziam os baralhos. Porém o primeiro uso das cartas como método divinatório ficou também associado a Jean-Baptiste Alliette, mais conhecido como Etteilla em 1770. Foi o primeiro a publicar o significado divinatório das cartas (e apenas trinta duas cartas com mais uma à parte) foram incluídas na edição. Mais tarde foram introduzidas mais cartas que dariam origem aos baralhos de Tarot actuais.

A ideia de que a origem do Tarot seria egípcia manteve-se e foi desenvolvida ao longo dos tempos e nem a descoberta da Pedra de Roseta impediu esta teoria que veio ainda ser mais alimentada com a ideia de que o povo Romani ("ciganos") seriam originários do Egípto e tinham trazido o Tarot com eles para a Europa. Só mais tarde, já no século XIX, com Eliphas Lévi é que foi estabelecida a ligação entre o Tarot e a Kabbalah: O sistema Hebreu de Misticismo. Isto originou uma nova crença que a origem do Tarot estaria em Israel e que continha a informação da Árvore da Vida e que cada carta seria uma chave de acesso ao conhecimento. A posição do Tarot ao longo do século XIX e XX foi assegurada por várias ordens como a Theosopical Society, a Hermetic Order of the Golden Dawn, a Rosa Cruz, a Church of Light e Builders of the Adytum. Com o começo da exploração da Espiritualidade em 1960 o lugar do Tarot ficou garantidamente assegurado nos Estados Unidos da América e tornou-se famoso como é hoje!

É de recordar que hoje em dia o formato de tarot mais conhecido é o Rider Waite (conforme falado no nosso artigo "O Tarot: Thoth vs Waite") que veio marcar o Tarot, tornando-se o formato mais conhecido e usado do século sendo rico em simbolismo e fácil de compreensão dada a natureza da sua arte e símbolos.

Assim sendo vemos que as origens do Tarot são complicadas e confusas e muitas teorias existem sobre a sua origem e ensinamentos mas, o que interessa acima de tudo, é o que nós próprios aprendemos com as cartas pois o Tarot não serve só como método divinatório mas também como método de auto-conhecimento e de aprendizagem. O que será que o Tarot tem para nos ensinar, ao longo do nosso caminho? 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O Tarot: Thoth vs Waite


Hoje vamos falar de dois dos principais baralhos utilizados no Mundo do Tarot: O Baralho de Thoth e o Baralho de Rider-Waite. Ambos são parecidos e são parte do Tarot mas, ao mesmo tempo, têm as suas diferenças e influenciam a forma como outros baralhos são criados. Os nomes das cartas neste artigo são referidas em inglês dado esta ser a língua de origem de ambos os baralhos.

Comecemos por falar do Baralho de Rider-Waite, por ser o mais antigo:

Este baralho foi publicado pela primeira vez em 1910 e é um dos baralhos mais conhecidos sendo que o seu formato e sistema são utilizados para a criação de muitos outros baralhos como o Pagan Tarot, Universal Tarot, Vikings Tarot, etc. Este baralho também é conhecido como Rider-Waite-Smith (às vezes é utilizado o diminuitivo RWS), Waite-Smith ou apenas baralho Rider. As cartas foram desenhadas pela ilustradora Pamela Colman Smith a partir das instruções do místico A. E. Waite (membro da Golden Dawn). Juntamente com o baralho, Waite também criou o livro "Pictorial Key to the Tarot" um livro-guia para este baralho e utilizado como orientação por muitos praticantes. Segundo se diz a inspiração para este baralho veio, em parte, do Sola-Busca Tarot (Norte de Itália em 1491), o único baralho conhecido até à data.

As cartas do Rider Waite, apesar de simples, estão carregadas com simbolismo em pequenos detalhes e, principalmente, no fundo da imagem. Alguns nomes das cartas foram mudados do que era utilizado até então ("Pope" passou a "Hierophant" e "Papess" mudou para "High Priestess") sendo essa uma característica deste baralho. A sua arte e simbolos foram inspirados principalmente pelo trabalho de de Eliphas Levi, um ocultista famoso por pelo seu trabalho com a magia cerimonial e autor de livros como "Dogma e Ritual de Alta Magia".

Os Arcanos Maiores seguem os nomes tipicamente conhecidos como:


E os Arcanos Menores encontram-se divididos em quatro Naipes: Wands, Pentacles, Cups e Swords sendo que as suas respetivas cartas têm os nomes associados ao naipe a que pertencem como "Three of Wands", "Page of Pentacles", "Queen of Cups" e "Six of Swords".

Seguem algumas imagens do baralho de Rider Waite:


Falemos agora do Baralho de Thoth:

Este baralho foi criado entre o período de 1938 e 1943 por Aleister Crowley (um ocultista inglês famoso por ter sido o autor de livros como "The Book of Law" e ter sido o fundador da Thelema e, à semelhança de A. E. Waite também membro da Golden Dawn). Este baralho foi pintado por Lady Frieda Harris, a pedido de Crowley, e o próprio ocultista referia-se a ele como "O Livro de Thoth" tendo até escrito um livro com esse título com o propósito de ser usado juntamente com o baralho.

Uma das principais diferenças entre o Baralho de Rider Waite e o Baralho de Thoth é que no Baralho de Thoth a Justiça é a carta número 8 e a Força é a número 11 enquanto no Rider-Waite estas posições são invertidas. Esta é umas das características que influencia a forma como o tarot é lançado (dado que a carta que vem a seguir à Roda representa a forma como o Karma é visto e isto varia dependendo da carta que vem a seguir) e também porque é uma diferença visual bastante grande e que tem impacto na forma como o praticante lida com o baralho. Falemos de outras diferenças entre os dois baralhos, como por exemplo, o nome de algumas cartas:


Também a nível do título dos naipes existem algumas diferenças entre os dois tipos de baralhos:


A nível dos Arcanos Menores existem diferenças principalmente na forma como os mesmos são nomeados. Enquanto nos baralhos que sigam as estrutura de Rider-Waite e no próprio Rider Waite os Arcanos menores são sempre nomeados face ao Naipe a que pertencem (como referido em cima) no baralho de Thoth o mesmo não acontecem. Como podem verificar na tabela em baixo existem diferenças entre as formas de nomear os arcanos menores e até no nome dos próprios naipes:

  • Wands

  • Cups

  • Swords

  • Disks (o equivalente a Pentacles)

Seguem algumas imagens de cartas do Baralho de Thoth:



Qual Escolher?
Bem, para começar, nem é obrigatório escolher! Qualquer praticante pode ter mais do que um baralho e usá-los para cada uso que pretender. Porém quando estamos a começar eu creio que o mais fácil a ser utilizado será o de Rider-Waite pois é mais claro e mais prático. As coisas estão definidas, o livro que o acompanha é simples e claro e cada carta tem a sua correspondência prática sendo que o próprio livro pode ser usando durante as consultas até se adaptar. Ao invés de que o Tarot de Thoth será mais adequado a um praticante mais avançado pois implica um conhecimento mais profundo e mais intuitivo.

Claro que há muito mais a dizer sobre cada Baralho, ambos são complexos e detalhados. Cada carta tem o seu significado e esse significado varia de baralho para baralho, até em baralhos que sejam baseados no Rider Waite ou no Thoth. Aconselho sempre a lerem bastantes livros sobre os Baralhos principalmente se o Baralho que usam tem um livro associado (como é o caso de ambos estes baralhos). Ler e praticar, criar ligação com o baralho através de meditações e de muito uso é o melhor a fazer para garantir que a técnica é bem desenvolvida e que aprendemos e estabelecemos ligação com o nosso baralho pessoal. Afinal de contas é essa ligação que será a chave para o que o Tarot nos tem para ensinar.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Dependência Mágica


A Magia é uma excelente ferramenta para o nosso dia-a-dia e tem formas de nos auxiliar em inúmeras formas seja através de Magia Natural, Magia de Cozinha, Magia Pop, Sigilos, etc. Há imensas formas de aplicar a Magia no nosso quotidiano e fazer com que ela nos ajude a conseguir entrevistas de emprego, manter as energias da nossa casa limpas, protecções para o carro ou para os filhos, etc. Mas a Magia também de pode tornar um vício e existir uma dependência dela, principalmente quando estamos a começar. Aliás já são antigas as frases "Moderação é a chave" e "Tudo o que é demais enjoa" e o mesmo pode ser aplicado à Magia.

A Magia pode ser usada para muita coisa mas também pode ser usada de forma abusiva e intensiva que acaba por se tornar pouco benéfica para o Bruxo e até tóxica. Falamos, por exemplo, do uso de Magia para coisas que podem facilmente e sem esforço ser feitas sem Magia. Vejo muitas vezes nas comunidades, principalmente por pessoas que estão a começar agora no Mundo da Magia e da Bruxaria, pedidos de feitiços para imensas coisas que podem ser feitas sem esforço. Feitiços para acabar com o próprio namorado, feitiço para ir em festas, feitiço para passar o ano, etc. Feitiços cujo uso é expressamente para facilitar algo por não quererem se esforçar. Este, na minha opinião pessoal, é um uso incorreto da Magia. Claro que devemos utilizar tudo o que está ao nosso alcance mas a Magia não fará tudo por nós. Ou seja, um exemplo prático: Temos prova na escola dentro de três meses. E uma semana antes fazemos um feitiço para passar mas não estudamos. Isto nem é produtivo nem útil. A escolha mais sábia nesta situação seria fazer um feitiço ou ritual para auxiliar a melhorar o período de estudo, aumentar a concentração, aumentar a capacidade de estudar, etc. Mas estudar! A Magia não é a chave dos problemas de todo o mundo nem nada que se pareça. É uma ferramenta para ajudar no nosso quotidiano porém o nosso esforço e trabalho é também importante, aliás, arriscaria dizer que é o mais importante de tudo!

Outro exemplo prático: Somos donos de uma loja que acabou de abrir e queremos que o negócio tenha sucesso e muitos clientes. Fazemos um feitiço ou oferenda ou rito para que tenhamos muitos clientes e muito dinheiro e abundância a entrar! Mas não fazemos produtos ou não temos os produtos bem expostos, raramente estamos na loja, não nos preocupamos com o cuidado ao cliente, etc. Sem estes esforços da nossa parte não existirá abundância! Claro que é legítimo fazer feitiços e ritos para ter prosperidade, abundância, para que os negócios tenham sucesso, etc. Aliás é recomendável. Mas isto requer da nossa parte dedicação de tempo e esforço para que tudo dê certo. A Magia só dá o empurrão final.

Um último exemplo: Imaginemos que vivemos num apartamento e começamos a ouvir barulhos durante a noite. E imediatamente decidimos fazer rituais para banir espíritos e para expulsar entidades negativas, etc. Mas nem nos lembramos de falar com os vizinhos e ver se o barulho vem de lá, falar com o condomínio ou senhorio ou até ir à janela! Podem ser os vizinhos a fazer barulho, problemas nos canos da água e até ratos! Existem mil e uma soluções práticas e realísticas antes de recorrer à Magia. Nem tudo é espíritos ou possessões.

A Magia é uma ferramenta maravilhosa principalmente para o dia-a-dia: Sigilos para protecção nas portas, sigilos para segurança rodoviária no carro, água consagrada para harmonia e amor em casa, cristais espalhados pela casa ou no local de trabalho para dar boosts energéticos, etc. Existem mil e um usos porém não podemos abusar de tudo. Ou seja não podemos querer que seja a Magia a fazer tudo por nós e a ultrapassar as nossas dificuldades. Temos de nos mexer, de agir, de enfrentar, de avançar, de ultrapassar tudo o que for preciso. Usando a Magia como ajuda ou como ferramenta tal como usaríamos outras ferramentas que temos naturalmente (capacidade de falar em público, audição aguçada, etc.).

O equilíbrio e controlo de si mesmo são características essenciais de um praticante de Bruxaria ou de Magia pois é esse controlo e equilíbrio que permite o correto controlo das energias. E esse controlo começa também pela forma como usamos a Magia e como beneficiamos dela com o seu quanto-baste essencial. Magia é fantástica e das melhores ferramentas ao nosso dispor... basta saber usá-la! 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Receita - Biscoitos


Cozinhar é Mágico! É fazer magia, é transformar ingredientes e torná-los num objectivo final! E, com a chegada do Outono e brevemente do Inverno ao Hemisfério Norte ando cheia de vontade de cozinhar! E algo que adoro cozinhar é bolachas ou biscoitos pois são saborosos, práticos e podem incorporar muitos elementos de Magia e ter imensos usos mágicos! Podem ser feitos para oferendas, para partilhar em rituais, com propósitos específicos, podemos desenhar sigilos enquanto os fazemos ou até na cobertura, etc. São uma receita super prática, simples, fácil de fazer e perfeita para quem está a dar os primeiros passos na Magia de Cozinha!

Hoje irei dar-vos uma receita simples de Bolachas que adoro fazer e que pode ser super adaptável para os vários propósitos mágicos que sejam precisos. Por exemplo: Se quiser fazer biscoitos para partilhar com alguém de quem gosta ou com o propósito de melhorar uma relação amorosa pode sempre adicionar canela ou aroma de um fruto associado ao amor!

Ingredientes:
  • 300g de farinha
  • 100g de áçucar em pó
  • 200g de manteiga
  • Corante Alimentar (facultativo)
  • 1 colher de chá/café de açúcar de baunilha (ou extrato de baunilha, regulando as doses ao gosto)
  • Formas (ou se não quiser usar formas poderá depois apenas dar à massa a forma que quiser)
Preparação:
Adicionar a farinha, o açúcar em pó e o açúcar de baunilha (ou extrato) e misturar tudo numa taça grande. De seguida cortar a manteiga em pedaços e adicionar à mistura. Caso esteja muito duro podem sempre por no microondas ou em banho-maria para amolecer. Depois é bater tudo e misturar bem até ficar uniforme.

É necessário, logo a seguir, deixar repousar dentro da taça (e tapado por película aderente) durante aproximadamente uma hora. Quanto tirar de lá é altura de começar a dar formato às bolachas! Elas podem ter o formato que se quiser. Se quiser atrair amor pode fazer em formato de coração, para melhorar a saúde pode fazer desenhos relacionados com o que tem, pode fazer letras, etc. A imaginação é o limite recordando sempre que elas vão inchar um pouco quando forem cozidas e podem não ter o aspecto exacto do que está a ser feito no momento.

Assim que estiverem todas feitas é colocar no forno a 200ºC durante cerca de 8 a 10 minutos. A duração vai depender do forno, se está pré-aquecido ou não, etc. O truque é ir espreitando e pode até espetar com um palito de vez em quando para confirmar se está cozido.

Agora vamos à cobertura! Com o açúcar em pó (ou outro ingrediente com o qual esteja normal fazer as suas coberturas) vamos colocar um pouco numa taça e adicionar água quente e misturar bem. Ficará com uma textura mais cremosa. Se quiser que fique mais líquido é só adicionar água. A dose de água a adicionar dependerá da consistência que quer dar à cobertura, o melhor é ir adicionando pouco a pouco.

De seguida é só adicionar o corante pretendido e desenhar, pintar e aplicar como pretender em cima das bolachas! É a altura ideal para desenhar sigilos para os propósitos mágicos que pretender! E, se quiser ser discreto, pode ainda desenhar com sumo de limão ou com um bocadinho de azeite (molhando, por exemplo, um palito no líquido e desenhando em cima da bolacha) e depois de secar cobrir com a cobertura. Ninguém vai saber que tem lá um sigilo e qual o seu propósito mas mantém as propriedades que lhe deseja dar! Perfeito não é?

Esta é uma receita simples e prática para quem está a começar na cozinha e, também, a começar na Bruxaria de Cozinha! Vamos por mãos à obra?

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Vimeiro Goddess Temple


O Templo da Deusa no Vimeiro é pioneiro em Portugal no culto à Deusa, tendo aberto as suas portas em Dezembro de 2014 na freguesia de Vimeiro (Torres Vedras) em Portugal num local chamado "Quinta das Irmãs", perto de terras de águas abençoadas! Como poderão ler nos artigos indicados no fim desta postagem ao chegar ao templo deparamo-nos com um portão de ferro em tons de vermelho e uma figura feminina, esculpida em mármore, que guarda a entrada para este templo e marca o início de um local de culto à Grande Mãe e é aí que entramos neste sítio mágico e único no nosso país.

Desde a sua fundação, há quase dois anos, pelas mãos da Matriarca do Templo (Cláudia de Jesus) este Templo dedica-se à formação de Sacerdotisas, à celebração da Roda do Ano, das Jornadas e, acima de tudo, a restabelecer a tradição e o culto da Deusa em Portugal através de diversos métodos como a cura, exploração do poder pessoal, Mistérios Femininos, trabalhos Xâmanicos, etc. Este templo segue a tradição de Glastonbury (Inglaterra) associada à lenda de Avalon e foi aberto com o consentimento de Kathy Jones, fundadora do Glastonbury Goddess Temple e da Conferência Internacional da Deusa, em Glastonbury, uma figura importante do culto da Deusa e do Sagrado Feminino a nível europeu e mundial.

Como indica no próprio site do Vimeiro Godess Temple o mesmo é um local de harmonia e paz onde todos se podem reunir no culto à Deusa:

"A missão do Vimeiro Goddess Temple, passa por assumir o compromisso em unir e reunir todos os seres, numa grande família que se junta para celebrar a irmandade, numa casa cheia e farta em abundância. Onde, eu passo a ser nós, onde a graça do espírito, se revela em Amor e Gratidão por todos os momentos que a vida nos oferece. Onde a sombra se alcança, e abraçamos em compreensão e compaixão irmã. E porque Templos, existem desde os tempos antigos, a espiritualidade da Deusa recebe todos os credos, doutrinas, dogmas ou religiões, em respeito e honra para com o princípio do Divino Criador Feminino, a Grande Mãe, em cura e universalidade crística. Homens e crianças são muito bem-vindos, aqui e agora neste espaço natura aberto a todos, para se inspirar e respirar em paz."

O Templo encontra-se actualmente aberto ao público a todos os que desejem visitar e venham de forma respeitosa ao mesmo. O templo encontra-se aberto todas as Quartas-feiras das 16h às 19h sendo que podem contactar o Templo através do site oficial Vimeiro Godess Temple ou através do número de telefone disponibilizado no próprio site.

São organizadas diversas actividades, eventos, cursos e workshops ao longo do ano nos quais é possível participar e participar numa comunidade que se encontra de braços abertos para receber os praticantes e devotos da Deusa. É ainda possível fazer parte activa desta comunidade através do trabalho voluntário (como apoiar os trabalhos realizados pelo templo, receber pessoas, limpeza e organização do templo, preparação de eventos, etc.) dentro do Templo tornando-se uma Melissa. As informações referente a tornar-se Melissa e as devidas responsabilidades encontram-se disponíveis na página de Melissas no site oficial.

Este projecto é sem dúvida é algo pioneiro em Portugal e tem vindo a ter destaque na media portuguesa através da revista Visão e do programa "A Tarde é Sua" de Fátima Lopes na SIC.
Disponibilizamos em baixo os links para puder assistir à entrevista dada no dia 27 de Setembro de 2016. Disponibilizamos também o link para lerem online o artigo "As Guardiãs Portuguesas de Avalon" na revista Visão.

Entrevista em "A Tarde é Sua" na SIC:
Parte 1 - https://www.youtube.com/watch?v=eZOZorBH9bw
Parte 2 - https://www.youtube.com/watch?v=vMX5q5I8ZjY
Parte 3 - https://www.youtube.com/watch?v=Lg2ZDvY-guA
Parte 4 - https://www.youtube.com/watch?v=oM9pa4I_ZDE

Entrevista "As Guardiãs Portuguesas de Avalon" na Revista Visão:
http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2016-08-18-Reportagem-completa-As-guardias-portuguesas-de-Avalon

Podem ainda acompanhar de perto esta fantástica comunidade através do Facebook no Grupo Vimeiro GoddessTemple e na Página de Like de Quinta das Irmãs!