Bem-Vindos. Sentem-se em volta da fogueira, peguem uma xícara de chá e comecemos a aprender os mistérios antigos e a desvendar segredos esquecidos. Trilhem connosco a floresta sobre o olhar atento da Lua...

Novos artigos serão sempre publicados à quinta-feira.



quinta-feira, 17 de maio de 2018

Análise Literária: "O Anuário da Grande Mãe" de Mirella Faur

Título: O Anuário da Grande Mãe: Guia Prático de Rituais Para Celebrar a Deusa
Autor(es): Mirella Faur
Pontuação
Descrição: O Anuário da Grande Mãe constitui-se no mais completo estudo sobre a Deusa publicado em língua portuguesa, e é o grande auxiliar na descoberta e celebração da energia renovadora e transmutativa do Sagrado Feminino.Os praticantes solitários e os grupos encontrarão também informações indispensáveis para os rituais, festejando a Roda do Ano através dos Sabbats e dos Esbats. As mulheres poderão melhor sintonizar-se com os ciclos da Lua, compreendendo como fluir com as suas fases e como conectar-se com as Deusas Lunares correspondentes. O leitor aprenderá a usar os ensinamentos das antigas tradições na sua vida moderna e descobrirá como enriquecer seu cotidiano com as bênçãos de mais de seiscentas Deusas provenientes das culturas dos cinco continentes.
Onde Comprar: Saraiva | Amazon
Crítica: O "Anuário da Grande Mãe" é um excelente recurso para todos os praticantes que têm interesse em descobrir sobre mais Deusas e a sua forma de culto.
Tal como o título indica o livro está escrito em formato de anuário e a primeira parte do livro (cerca de 300 páginas) são uma listagem dos vários dias do ano e quais as divindades cujo culto é prestado no respectivo dia. O resto do livro aborda diversos assuntos como a Roda do Ano Wiccana, Os Esbats e as Fases Lunares, os Eclipses e Eventos Astronómicos e considerações para iniciantes.
Um aspecto que não gostei no livro e que achei que poderia ter sido mais bem explorado foi o facto de que as Deusas são vistas do ponto de vista Wiccano como faces de uma Grande Deusa e não do ponto de vista politeísta em que cada Deusa é uma divindade individual. Também o ponto de vista das celebrações ao longo do ano são vistas do prisma Wiccano (Roda do Ano), principalmente os últimos capítulos. Ao longo da primeira parte, dos dias do ano, porém existem diversas referências a celebrações pontuais a Divindades diferentes da Roda do Ano (Mistérios de Elêusis, Panateneias, etc) e que já serão mais aplicáveis a praticantes politeístas ou reconstrucionistas. Chamo a atenção principalmente a este facto, dado que pode tornar o livro menos útil para quem rege a sua prática por elementos não-Wiccanos.
A autora fala de divindades de variados panteões (grego, romano, celta, maia, japonês, coreano, etc) e também de elementos judaico-cristãos (santas, Maria Madalena, etc.). Aliás um dos aspectos do livro que não gostei foi exactamente esse: a presença de elementos judaico-cristãos como Anjos e Santas dado que, na minha visão pessoal, não são compatíveis com o meu caminho no Paganismo porém este aspecto não teve qualquer influência na minha crítica dado que depende da prática de cada um e muitos pagãos consideram estas entidades como partes válidas da sua prática. Mas para quem, como eu, não é fã fica o alerta.
Outra recomendação que faço é que o livro segue como um guia para as divindades femininas e as suas variadas celebrações, ou seja, de forma a cultuar uma divindade é sempre recomendável que a mesma seja explorada de forma mais profunda e não seja utilizada como um objecto (recomendo o vídeo "Deuses de Prateleira" da TCS). O livro é simplesmente um livro de referência e não, de todo, um livro que desenvolva o aspecto individual de cada divindade, há que ter isso em conta.
Em geral, o livro está bem desenvolvido e acho que abrange grande parte dos pontos essenciais no culto do Sagrado Feminino e das divindades femininas. É um excelente recurso e tenho pena que seja de tão difícil obtenção, dado que é um recurso muito bom para todos os interessados em cultuar divindades femininas e desenvolver uma prática regular. 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Os Elementos - Terra, Ar, Fogo e Água


Hoje vamos falar dos quatro elementos e da sua importância, tal como também das suas características, representações e associações mágicas. 


Este é o elemento com o qual todos estamos mais familiarizados pois é o que constitui onde vivemos, a própria terra que pisamos. O elemento Terra é o alicerce dos restantes elementos e é nesse plano que nós passamos a maior parte do nosso tempo. O elemento Terra é um elemento feminino, associado à abundância e fertilidade o que fez com que muitos povos associassem este elemento a uma divindade, a Mãe-Terra. Está associado ao corpo, fertilidade, materialismo, dinheiro, prosperidade, responsabilidade, bosques, florestas, campos, pedras, cavernas, cristais, runas, ossos e toque. 

Direcção: Norte - Lugar da Escuridão
Energia: Receptiva. Fixa. Feminina.
Palavras-Chaves: Estar ou Calar.
Estação: Inverno - Tempo da Escuridão.
Signos: Touro, Virgem e Capricórnio
Elementares: Gnomos
Rei Elementar: Rei Ghob
Vento no Norte: Bóreas
Sentido: Norte
Idade: Velhice
Trabalho Ritual: Enterrar, plantar, fazer imagens na terra, jardinagem, magnetismo, pedras, magia de cordas, rituais para abundância material, emprego, estabilidade, emprego, crescimento, ganho material e negócios. 
Lugares: Cavernas, vales, florestas, campos cultivados, jardins, parques, cozinhas, minas, tocas, montanhas.
Cores: Preto, Vermelho, Verde, Castanho e Dourado.
Minerais: Cristais de rocha e escuros, com formas geométricas. Sal, minérios, terra, carvão. Ónix, Turmalina, Jaspe, azurita, ametista, fluorite, etc.
Metais: Ferro e chumbo.
Animais: Vaca, touro, cervo, veado, lobo, cabra, urso, touro, animais que vivam em tocas, minhoca, formiga, esquilo, cavalo, etc.
Símbolos: Pentagrama, sal, imagens, pedras, espigas de trigo, bolotas, montanhas, grutas, árvores, etc.
Instrumentos Musicais: Instrumentos de percussão.
Incensos: Benjoim.
Plantas e Árvores: Musgo, líquenes, nozes, plantas secas, grãos, aveia, arroz, hera, nozes, carvalho, raízes, figueira, etc.
Deusas & Deuses: Ceres, Deméter, Gaia, Persephone, Reia, Rhiannon, Atena.




Este é o elemento associado ao intelecto, ao pensamento e que constitui o primeiro passo para a criação. É a representação da visualização clara e limpa e é também o movimento que impulsiona essa visualização., Está associado a viagens, instrução e liberdade. É um elemento masculino e expansivo que domina os locais de aprendizagem. Rege a magia dos quatro ventos, das divinações e da concentração. Está associado à mente, trabalhos mentais, intuitivos e psíquicos, à criatividade, à meditação, à filosofia, ao debate, à memória, entre outros.

Direcção: Este - Lugar do Sol Nascente
Energia: Masculina, Projectiva, Mutável.
Palavras-Chaves: Saber.
Estação: Primavera - Tempo de Frescura
Signos: Gémeos, Balança e Aquário
Elementares: Silfos ou Fadas
Rei Elementar: Paralda
Vento no Este: Eurus
Sentido: Este
Idade: Infância
Trabalho Ritual: Passar objectos pelo fumo, atirar objectos ao ar, suspender objectos em lugares altos, pendurar objectos ao vento, soprar objectos ou em objectos,  
Lugares: Sítios ventosos, topo das montanhas, planícies  batidas pelo vento, colinas, praias ventosas, torres altas, bibliotecas, escritórios, etc.
Cores: Branco, azul-claro, tons pastel, amarelo.
Minerais: Pedras claras e transparentes, ametista, fluorite branca, pedra da Lua, alexandrita, pedras azuis, topázio, rodocrosite.
Metais: prata, cobre e estanho.
Animais: Falcão, pomba, lobo, veado, gato, raposa, tartaruga, pássaros no geral, insectos voadores, aranha, corvos.
Símbolos: Céu, vento, respiração, vibração, nuvens, brisa.
Instrumentos Musicais: Flauta e instrumentos de sopro.
Incensos: Hortelã, lavanda, erva-cidreira, sálvia, mirra, alecrim e olíbano.
Plantas e Árvores: Mirra, alfazema, verbena, prímula, plantas aromáticas, mirra, freixo, bétula, palmeira.
Deusas & Deuses: Aradia, Arianrhood, Enlil, Mercúrio, Toth, Atena


Este é o elemento associado à vida, à energia, força, vontade e autoridade. É um dos elementos que gerou muita admiração religiosa e encontra papel em várias religiões do Mundo e tem papel principal em vários mitos, de várias culturas, como serve de exemplo o Mito de Prometeu na Grécia Antiga. Este é o elemento da mudança, da vontade e paixão. É também o reino da seuxalidade e não representa apenas o fogo sagrado do sexo e a intensidade do acto sexual mas também a faísca divina de cada um de nós. 

Direcção: Sul
Energia: Masculina, Projectiva, Activa.
Palavras-Chaves: Querer.
Estação: Verão - Tempo de Calor.
Signos: Carneiro, Leão e Sagitário
Elementares: Salamandras
Rei Elementar: Djinn
Vento no Norte: Notus
Sentido: Sul
Idade:Juventude
Trabalho Ritual: Queimar, defumar e aquecer ou derreter.
Lugares: Desertos, vulcões, fornos, saunas, ginásios, quarto (sexo), fontes termais.
Cores: Vermelho, amarelo, laranja, dourado, branco, cores de chamas.
Minerais: Pedras vermelhas, jaspe, vulcânicas como a lava, opala vermelha, rubi, ágata, cornalina rosa, âmbar, citrino, areia da praia, rubi, carnélia, ágata.
Metais: Ouro, latão, cobre, aço.
Animais: Tigre, leão, coiote, raposa, porco-espinho, texugo, urso, fénix, dragão, abelhas, tubarões, escorpiões.
Símbolos: Adaga, velas, chama, lava, estrelas, Sol, relâmpagos.
Instrumentos Musicais: Guitarra e instrumentos de corda.
Incensos: Olíbano, canela, resina.
Plantas e Árvores: Plantas com picos como os cactos, plantas quentes como as malaguetas, mostarda e estimulantes como o café. Também alho, hibisco, cebola, pimenta vermelha, nozes, papoilas, hibisco.
Deusas & Deuses: Agni, Horus, Hefesto, Prometeu, Héstia, Vesta, Brigit, Pele, Marte.


Este é o elemento com ligação às emoções, à introspecção, à reflexão e intuição. Está ligado à purificação e à mente subconsciente. Assim como a água é fluida e adapta-se e molda-se ao seu exterior, também assim são as nossas emoções. O elemento Água está muito relacionado com o autoconhecimento, jornadas xamânicas, comunicação espiritual, dormir e sonhos, felicidade, segurança. 

Direcção: Oeste
Energia: Receptiva. Mutável. Feminina.
Palavras-Chaves: Sentir ou Ousar.
Estação: Outono - Tempo de colheita
Signos: Caranguejo, Escorpião e Peixes.
Elementares: Ondinas
Rei Elementar: Necksa ou Niksa
Vento no Norte: Zéfiro
Sentido: Paladar
Idade: Maturidade
Trabalho Ritual: Diluição, lavar, banhar, poções, cozinhar.
Lugares: Lagos, rios, fontes, poços, praias, banheiras, nascentes, ribeiros, piscinas, oceano.
Cores: Azul, azul-esverdeado, cinzento, preto, prateado, cinza, índigo.
Minerais: Água-marinha, ametista, turmalina azul, coral, fluorita azul, topázio, pedras transparentes ou translúcidas, pedras de rio ou mar, lápis-lazúli, sodalite, conchas.
Metais: Mercúrio, Prata.
Animais: Serpentes, golfinhos, peixes, mamíferos marinhos, caranguejo, rã, gato, cisne.
Símbolos: Taça, caldeirão, conchas, copo de água, íman, gelo, neve, nevoeiro, oceanos, rios .
Instrumentos Musicais: Címbalo, sinos e instrumentos de metal.
Incensos: Mirra, camomila, sândalo.
Plantas e Árvores: Lótus, nenúfares, algas, gardénia, lavanda, feto, musgo, salgueiro, couve-flor.
Deusas & Deuses: Afrodite, Isis, Selene, Arianrhod, Osíris, Neptuno, Poseidon, Iemanjá.


Qual o vosso elemento favorito? Com qual têm mais ligação e preferem trabalhar e qual o que têm mais dificuldade?


quinta-feira, 19 de abril de 2018

O Tarot: Arcanos Maiores - III A Imperatriz

III - A Imperatriz


Nome do Arcano: A Imperatriz
Número: III 
Descrição: No baralho de Rider-Waite a Imperatriz é caracterizada por uma mulher de cabelos loiros, roupas com padrão de sementes de romã e aura calma, com uma coroa de estrelas e sentada numa cadeira com uma leque de diversas almofadas e panos de seda e veludo. Encontra-se rodeada de uma floresta belíssima, com um rio a correr. Na frente dela encontra-se trigos dourados, a surgir do chão. *
Simbologia: A Imperatriz  é o arquétipo da Mãe-Terra, do Princípio Feminino e da Fertilidade. Associada a Deusas férteis como Deméter e Freyja, é uma carta influenciada pelo planeta Venus e as suas características de amor, harmonia e beleza. A Imperatriz tem na sua cabeça uma coroa de estrelas que representa a sua ligação aos céus e aos reinos dos elementares. Aos seus pés, os trigos de grão associam-se à abundância da colheita. Atrás de si o rio representa o elemento água e a conexão à intuição e ao lado emocional da mulher e, inclusive, à conexão profunda desta carta com o elemento Terra dada a floresta abundante que rodeia o rio e marca presença nesta carta. Por fim, a Imperatriz encontra-se sentada em várias almofadas e mantos luxuosos de diversos materiais, representando a beleza e o símbolo de Vénus, marcado num dos tecidos. Também as suas roupas são representações da fertilidade, com imagens de sementes de romã, à semelhança do que já vimos em Arcanos anteriores.

Significado:

  • Posição Normal
A Imperatriz demonstra-nos uma grande conexão com o feminino e com o lado feminino, Anima, de cada um. Ela chama e manda-nos prestar atenção ao lado feminino e ao que lhe corresponde. É um excelente sinal para se dedicar a criar novas coisas na sua vida, tal como a mulher cria vida. Novos projectos, associados a coisas relacionadas à feminilidade (arte, beleza, etc.). Mime-se e expresse-se criativamente seja através da arte, da música, de drama, pintura, etc. Arranje uma forma de exprimir essas características, presentes em todos nós (e até nos homens, para quem está confuso). A Imperatriz pode também representar gravidez e deverá confirmar nas cartas que se encontram em redor se trata-se de uma gravidez real ou de uma gravidez simbólica, como o nascer de um novo projecto ou ideia. Em paralelo, esta carta incentiva também a conectar com a energia primordial do Universo e pode representar a vinda de coisas boas para a vida do alvo da leitura.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a Imperatriz alerta-nos para diversos aspectos, principalmente a nível de relações pessoais e amorosas. Poderá significar que as relações que se encontram a decorrer estão pouco estáveis por diversos motivos, tal como a ausência de uma forma de expressão ou um "sufocar" do parceiro, a nível emocional. É necessária introspecção e meditação interior para descobrir o que estará a falhar e recorrer a comunicação entre os envolvidos. Evite sufocar os outros com as suas preocupações e deixe-os ter espaço para se desenvolverem também. Garanta que também tem a sua independência e espaço para crescer, pois a Imperatriz representa também a falta de espaço para crescimento e perda de poder pessoal. Algo está em falta na sua vida e é necessário encontrar o que é, ao invés de tentar vários projectos ou caminhos para encontrar o que substituirá o que está em falta. É necessário meditação e introspecção pessoal de forma a entender o que estará em falta e a causar a quebra na harmonia. Por fim, a Imperatriz pode também representar problemas com gravidez, dependendo das cartas que a rodeiam. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Elementais: Gnomos/Terra


Como falamos anteriormente cada um dos elementos tem espíritos elementais associados sendo que, no caso do elemento Terra, os espíritos elementais são os Gnomos. Os Gnomos são dos elementais mais acessíveis para trabalhar, porém, são fácilmente ofendidos e devem ser respeitados, pois a honra e o trabalho são mais importantes para eles. 

Como falamos anteriormente cada um dos elementos tem espíritos elementais associados sendo que, no caso do elemento Terra, os espíritos elementais são os Gnomos. Os Gnomos são dos elementais mais acessíveis para trabalhar, porém, são facilmente ofendidos e devem ser respeitados, pois a honra e o trabalho são mais importantes para eles. 

Os elementais possuem características associadas ao seu elemento. Enquanto trabalhemos com eles enquanto energias e entidades energéticas, os Gnomos (e os restantes elementais) podem assumir formas perante os humanos, de forma a facilitar a conexão. Os Gnomos, por norma, possuem uma forma semelhante ao homem e envelhecem, tal como o humano, apenas a um ritmo muito mais lento. São muito conhecidos nas histórias populares e em diversas lendas, estando presente em imensos contos de fadas para crianças. 

Fisicamente os Gnomos surgem como tendo um corpo humano e diversas características, sendo que as cores (de cabelo, olhos, pele, roupas, etc) são intimamente associadas à planta à qual eles estão associados, dado que cada planta, árvore, rocha, etc tem um elemental associado e, esse Gnomo, assume qualidades referentes ao seu lar. Quando uma planta ou árvore morre, o elemental morre com ela. Os Gnomos, tal como os restantes elementais, conseguem-se movimentar livremente dentro do seu elemento e podem sofrer com a influência excessiva de outros elementos (queimados, afogados, etc), tal como o seu elemento pode sofrer com a influência de outros elementos (ex: fogos florestais, inundações, etc).

Os Gnomos são elementais bastante acessíveis, porém não devem ser chamados em vão, principalmente o seu rei, o Rei Ghob, Senhor do elemento da Terra. É um ser de bastante idade e representante máximo dos Gnomos e dos Elementais da Terra, associado também à Torre do Norte, ponte cardeal associado ao elemento terra.  

Estes elementais muito trabalhadores e severos e exigem muito respeito por parte dos humanos. Se nos esforçarmos e demonstrarmos vontade e disciplina, eles têm muito para nos ensinar (e nós para aprender!). Os Gnomos são também bastante honestos e detestam ver os seus poderes e ensinamentos utilizado para fins egoístas, acabando por castigar quem assim faça. 

Uma das funções dos Gnomos é a de manter a harmonia a nível do elemento Terra e de cuidar as energias do elemento Terra, das plantas, das árvores, das rochas, etc. São também os responsáveis pelas leylines, linhas energéticas que atravessam o nosso planeta. O seu trabalho consiste em manter as energias a fluir pelas linhas e garantir que as mesmas se encontram equilibradas. 

O trabalho com os Gnomos é um trabalho de desenvolvimento lento e consistente e uma mais valia para o equilíbrio pessoal e ajuda a desenvolver a determinação, a paciência e a persistência, características tipicamente associadas ao elemento Terra.

E vocês, nossos leitores? Como são as vossas experiências com estes seres? 

quinta-feira, 22 de março de 2018

O Tarot: Arcanos Maiores - II Sacerdotisa

II - A Sacerdotisa


Nome do Arcano: A Sacerdotisa
Número: II
Descrição: No baralho de Rider-Waite a Sacerdotisa é caracterizada por uma mulher sentada num cubo entre dois pilares, um preto e um branco. Na sua mão tem um livro e, aos seus pés, uma meia lua. Atrás de si tem um tapete na parede com representações da Natureza com significados esotéricos como a romã. Vestido a Sacerdotisa tem roupas azuis claras. A sua coroa é uma Lua tripla. *
Símbologia: A Sacerdotisa senta-se entre dois pilares, um negro e um branco simbolizando a escuridão e a luz e estes dois pilares assumem a forma dos pilares do Templo de Salomão, o que nos leva a crer que a Sacerdotisa serve como mediadora entre planos. O azul dos seus robes simboliza o conhecimento e a coroa que usa representa a Deusa Tríplice. No seu peito encontra-se um cruz solar, que nos representa o equilíbrio entre o feminino e o masculino. Atrás de si, o tapete é uma forma de impedir os curiosos de entrar e, ao mesmo tempo, mostra representações importantes como a romã, um dos símbolos da Deusa Perséfone (fazendo novamente um apelo ao papel de mediadora entre planos, tal como Perséfone que passa metade do ano em Hades e outra metade com a sua mãe, Démeter). No seu colo, a Sacerdotisa tem um livro Torah metade escondido, representativo de conhecimentos escondidos. E, aos seus pés, a meia lua simboliza o controlo sobre a intuição.

Significado:

  • Posição Normal
A Sacerdotisa, no Tarot, representa a sabedoria, serenidade, compreensão e conhecimento, sendo até descrita como a Guardiã do Subconsciente, pois, tal como a sua descrição nos mostra, ela é mediadora dos planos e encontra-se num espaço próprio que permite ter acesso à parte mais profunda das nossas intuições. Ela sabe as chaves que são precisas para abrir todas as portas dentro de nós. Representa a sabedoria eterna e divina, iluminação espiritual e crescimento interno. O seu conhecimento do universo é intuitivo e profundo. Com a Sacerdotisa as coisas não são lógicas e pragmáticas mas sim intuitivas e fluídas. Quando esta carta surge o Universo urge-nos a ouvir a voz interior e a nossa intuição e olhar para dentro de nós para obter as respostas. Como mediadora dos espaços, a Sacerdotisa é a ligação entre o consciente e o subconsciente, a área do nosso ser cuja comunicação apenas pode ser efetuada por símbolos e não palavras. Ela leva-nos a estar mais atentos ao nosso interior, aos nossos sonhos e intuição, em busca dos símbolos que irão trazer as respostas procuradas.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a Sacerdotisa diz-nos que não estamos a dar ouvidos à nossa voz interior. É necessário parar e ouvir atentamente. Esta carta mostra-nos que a pessoa em causa está demasiado desligada do seu interior e da sua intuição e que, poderá, estar a dedicar demasiado tempo a coisas externas ou aos problemas dos outros e que precisa de parar e de se focar em si e apenas em si. Não é egoísta parar e focar-nos em nós mesmos, é necessário. Este Arcano pode também representar sentimentos reprimidos e demasiada dependência de opiniões externas. A Sacerdotisa ensina-nos a focar em nós mesmos, em ganhar confiança nas nossas acções e decisões e em seguir o nosso caminho, de forma confiante. Não é precisa validação de outros, apenas de nós mesmos. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 

quinta-feira, 8 de março de 2018

Como abrir um círculo mágico?


Um dos pontos que já falamos várias vezes aqui no blog quando abordamos trabalhos mágicos é o Círculo Mágico e o abrir o círculo. Hoje vamos finalmente abordar este tópico, descobrir o que é o círculo mágico, qual o uso e como podemos abrir (e fechar) um círculo mágico. 

Um círculo é um espaço sagrado criado pelo praticante para marcar um local onde será realizado um ritual. Não é obrigatório e também não está presente em todas as tradições e é opcional, dependendo da prática de cada um porém é muito comum os praticantes de Bruxaria e de vários caminhos mágicos utilizarem este método para abrir um círculo.

O propósito de um círculo, para além de delinear o espaço onde o ritual acontecerá, serve também para marcar o seu início (dado que é o primeiro passo num ritual, após a limpeza de espaço) e para preservar as energias geradas no ritual, de forma a ser mais fácil de direccioná-las para o objectivo, e também para impedir que energias negativas ou que possam entrar em conflito com o ritual que está a ser realizados possam afectar o ritual.

O círculo mágico pode ser traçado no chão (com pedras, sal, terra, giz, etc.) ou pode apenas ser visualizado. Por norma, é recomendado algum tipo de traçado ou marcas para ser mais fácil o trabalho, de forma a ninguém acidentalmente sair fora do círculo e, dessa forma, desfazer/partir o círculo. Um dos métodos que pode utilizar é uma vela em cada um dos pontos cardeais, caso não queira marcar o chão com o círculo inteiro.

O ritual que iremos dar como exemplo é apenas um dos métodos de traçar o círculo, de forma simples e wiccana. Existem imensos métodos, dependendo das tradições e métodos de trabalho. Caso trabalhe um grupo, verifique junto do mesmo se já existe algum modelo utilizado pela tradição.

O primeiro passo é preparar o espaço ritual. Garanta que o chão está limpo, que dentro do local onde estará o círculo que estão todas as ferramentas e coisas que vá precisar, de forma a evitar estar a sair e entrar de ritual (abordaremos dentro de momentos como sair e entrar num círculo, em caso de necessidade) e que está tudo pronto para começar. Energeticamente, caso tenha uma vassoura para a sua prática mágica, pode limpar a zona com a mesma de forma a limpar de energias negativas. Ou poderá também borrifar a zona com água e sal, depende da forma preferida para limpeza de espaços.

O círculo funciona com base nos pontos cardeais e os respectivos elementos (Norte/Terra, Oeste/Água, Sul/Fogo, Este/Ar) e é sempre necessário saber para que lado fica cada ponto cardeal, de forma a conseguir traçar o círculo e invocar os elementais/guardiões de cada Torre/Elemento. Em cada ponto pode colocar uma vela colorida associada ao elemento. Normalmente as cores utilizadas são Verde para o Norte/Terra, Vermelho para o Sul/Fogo, Amarelo para o Este/Ar e Azul para o Oeste/Água mas, como sempre, pode ser adaptado e na ausência de velas de cor pode sempre utilizar velas brancas.

O altar, caso tenha um, deverá ficar no ponto cardeal mais apropriado para o ritual. Por norma, a maioria dos praticantes escolhe o ponto Norte, associado ao elemento Terra. Novamente, este é um aspecto à sua escolha.

Ao ter tudo preparado, começa o momento de traçar o círculo. Pode ter consigo um athame ou a varinha, para conduzir a energia, ou se preferir pode usar apenas as mãos e os seus dedos para indicar o fluxo energético.

Modelo de Abertura de Círculo:

Ande pelo perímetro do local onde o círculo será traçado três vezes, em sentido horário visualizando uma esfera em seu redor, como se estivesse a formar-se uma cúpula à sua volta. Quando terminar as três voltas, coloque-se voltado para o quadrante por onde pretende começar (a maioria dos praticantes começa pelo Este/Ar) e diga:

"Eu saúde os Guardiões das Torres do Este e do Elemento Ar e agradeço a vossa presença no ritual de hoje" e acenda a vela do ponto cardeal, caso tenha uma colocada.

Esta invocação pode ser alterada ao gosto do praticante para formas mais simples ou complexas. Fica ao seu critério.

De seguida percorra o resto do círculo, em sentido horário, e continue as invocações adaptando-as para cada ponto/elemento, visualizando sempre a criação do círculo em seu redor. No fim, coloque-se no centro do círculo e invoque as Divindades (caso vá trabalhar com Deuses/Deusas) ou termine a abertura dizendo:

"Eu convido a Deusa e o Deus a estarem presentes neste ritual e agradeço a  sua presença"

ou

"Agradeço a presença de todos. O círculo está aberto." (no caso de não trabalhar com divindades) 

Erga a sua varinha/athame ou mãos ao ar e visualize o círculo traçado.

O círculo encontra-se então aberto e poderá começar o ritual, realizando as suas celebrações, feitiços, trabalhos, etc.

Caso seja necessário ausentar-se do círculo (ir á casa-de-banho, esquecer de algo, etc) deverá ser escolhido um dos pontos do círculo e pedir licença aos presentes (elementos e divindades) e visualizar uma porta e traçar a mesma com a varinha/athame ou dedos. Trace a porta e visualize a mesma a abrir-se. Deverá sair por esse espaço e fechar o mesmo logo de seguida, visualizando novamente o círculo inteiro. Para voltar, é efetuar exactamente o mesmo processo. Isto deve ser evitado e devemos sempre garantir que temos tudo o necessário dentro do espaço ritual.

Modelo de Fecho de Círculo:

Ao terminar o ritual é necessário fechar (ou banir) o círculo. Para fechar o círculo o processo é razoavelmente o mesmo de abertura, porém, ao contrário. Percorra a zona do círculo, três vezes, em sentido anti-horário e coloque-se no ponto cardeal em que começou a invocar o círculo no ínicio e diga

"Eu agradeço aos Guardiões das Torres do Este e do Elemento Ar a presença neste ritual. Sigam em paz".

Tal como no processo de abertura esta despedida pode ser personalizada a gosto do praticante.

Repita o processo para todos os pontos cardeais, no sentido anti-horário. Por fim, coloque-se no centro e agradeça as divindades, de forma espontânea e sincera. Caso não tenha invocado divindades faça um agradecimento geral e sincero.

Por fim, pode terminar dizendo algo como "O círculo está aberto mas não quebrado. Feliz Encontro, Feliz Partida e Feliz Encontro Novamente" e tocar o chão.

O círculo encontra-se então fechado e pode começar a arrumar o espaço e tratar de tudo.

Se o ritual for muito intenso, recomendamos sempre fazer um aterramento das energias. Iremos abordar este tópico mais à frente, noutro artigo.



Como é possível verificar a abertura de um círculo mágico é um processo bastante simples mas importante de realizar, pelos vários motivos enumerados. Esperamos que este pequeno artigo tenha sido útil.

E vocês, leitores, utilizam o círculo nas vossas práticas? Qual a vossa opinião sobre o mesmo?

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Textos Mágicos - Carga do Deus


A Carga do Deus é outro dos Textos importantes para a Wicca. A versão que vos apresento hoje foi escrita por Janet e Stewart Farrar, baseando-se em parte na Carga da Deusa escrita por Doreen Valiente porém referente à figura do Deus Wiccano.

Apresento-vos a versão original, em inglês, e posteriormente a tradução do texto traduzida para português.

Original: Charge of the God © Janet and Stewart Farrar

Listen the words of the Great Father,
Who of old was called Osiris, Adonis, Zeus, Thor, Pan, Cernunnos,
Herne, Lugh and by many other names:

"My Law is Harmony with all things.
Mine is the secret that opens the gates of life
And mine is the dish of salt of the Earth,
That is the body of Cernunnos,
That is the eternal circle of rebirth.
I give the knowledge of life everlasting,
And beyond death I give the promise of regeneration and renewal.
I am the sacrifice, the father of all things,
And my protection blankets the earth."

Hear the words of the dancing God,
The music of whose laughter stirs the winds,
Whose voice calls the seasons:

"I who am the Lord of the Hunt and the Power of the Light,
Sun among the clouds and the secret of the flame,
I call upon your bodies to arise and come unto me.
For I am the flesh of the earth and all it's beings.
Through me all things must die and with me are reborn.
Let my worship be in the body that sings,
For behold all acts of willing sacrifice are my rituals.
Let there be desire and fear, anger and weakness,
Joy and peace, awe and longing within you.
For these too are part of the mysteries found within yourself, within me,
All beginnings have endings, and all endings have beginnings."

Tradução em Português: A Carga do Deus

Ouça as palavras do Grande Pai,
Que antigamente era chamado Osiris, Adonis, Zeus, Thor, Pan, Cernunnos,
Herne, Lugh e por muitos outros nomes:

"Minha Lei é harmonia com todas as coisas.
Meu é o segredo que abre os portões da vida
E meu é o prato de sal da Terra,
Esse é o corpo de Cernunnos,
Esse é o círculo eterno do renascimento.
Eu dou o conhecimento da vida eterna,
E além da morte eu dou a promessa de regeneração e renovação.
Eu sou o sacrifício, o pai de todas as coisas,
E minha proteção cobre a terra ".

Ouça as palavras do deus dançante,
A música de cuja risada agita os ventos,
De quem a voz chama as estações:

"Eu, que sou o Senhor da Caçada e o Poder da Luz,
Sol entre as nuvens e o segredo da chama,
Chamo os seus corpos a surgir e venha até mim.
Pois eu sou a carne da terra e de todos os seres.
Através de mim, todas as coisas devem morrer e comigo são renascidas.
Deixe minha adoração no corpo que canta,
Pois eis que todos os atos de sacrifício voluntário são meus rituais.
Que haja desejo e medo, raiva e fraqueza,
Alegria e paz, admiração e saudade dentro de você.
Pois estes também são parte dos mistérios encontrados dentro de você, dentro de mim,
Todos os começos têm finais, e todos os fins têm começos".

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Receita - Sonhos de Yule


Esta é uma receita que a minha mãe faz desde que eu era pequena durante a época festiva. Apesar de a minha mãe ser Cristã e costumar fazer esta receita no Natal, acabou por se tornar uma presença obrigatória na minha celebração de Yule também! Assim sendo decidi partilhar convosco caso queiram usá-la durante as vossas celebrações. 

Ingredientes:
  • 2,5dl de Leite (ou alternativa vegetal)
  • 100g de manteiga (ou alternativa vegetal)
  • 300g de farinha com fermento
  • 900g de abóbora cozida
  • 4 Ovos (ou alternativa vegan)
  • 1 Casca de Limão
  • 1 Pitada de Sal
  • Óleo para Fritar
Preparação

Levar ao lume o leite, a manteiga, o sal e a casta de limão até ferver. Quando atingir o ponto de fervura devemos juntar a farinha e mexer bem até que a masse se solte do tacho e tenha uma consistência uniforme. De seguida retire a casca de limão e adicione a abóbora aos poucos, misturando bem entre cada pedaço para garantir que a massa se mistura corretamente. 

Após a abóbora chega a vez de juntar os ovos, um a um, misturando muito bem. 

De seguida prepare uma frigideira ou panel com óleo bem quente e frite a massa às colheradas até obter uma cor dourada. Assim que estiver deve remover do óleo e colocar em cima de papel absorvente, sendo que depois pode polvilhar com canela e açúcar. 

Deixar arrefecer e servir. 

Bom Apetite! ~ 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Tenda Vermelha


Hoje falaremos da Tenda Vermelha, um movimento que está a surgir na actualidade e que vem com o objetivo de unir e curar as mulheres.

Tenda Vermelha é um conceito antigo, apesar de nem sempre ter tido este nome, em que as mulheres das tribos se reuniam durante a sua menstruaçãoe se recolhiam em si mesmas, partilhando conhecimentos, experiências e ensinamentos. Hoje em dia a tradição de dedicar atenção e cuidado à nossa menstruação é algo do passado. As vidas atarefadas da cidade, os empregos, as tarefas e até as redes sociais e a necessidade de estar sempre contactável e em movimento afastam-nos dos momentos intímos e reclusão interior.

É desta necessidade, e da necessidade de união entre as mulheres que surge o movimento da Tenda Vermelha. Existem várias mulheres, em todo o Mundo, a impulsionar este movimento tal como DeAnna L’amALisa Starkweather. Estas Tendas Vermelhas são encontros entre mulheres com o objectivo de ajudar a estabelecer uma comunidade de mulheres, como irmãs, e também com o objectivo de ajudar cada mulher, individualmente, a desenvolver-se a si mesma, a aprender sobre os seus ciclos e aprender a conviver com eles.

O que acontece em cada reunião da Tenda Vermelha depende não só da organização mas também dos membros, do momento em que é realizada, do local onde é realizada e de imensos factores. Nenhuma reunião é igual a outra e são todas únicas. O que acontece dentro da Tenda Vermelha, obviamente, mantém-se dentro da Tenda Vermelha e pertence apenas às mulheres que estiveram presentes, como forma de manter a privacidade do que é partilhado e também como forma de criar o espaço seguro dentro da Tenda para as mulheres que frequentam.

A Tenda Vermelha tem como objectivo empoderar as mulheres, ensinar a respeitar os ciclos internos e a intuição feminina e usá-la no nosso dia-a-dia, aprender os nossos ciclos menstruais e as diferentes fases da nossa menstruação e, ao invés de a renegar ou renunciar, devemos adoptá-la e aceitá-la, aprendendo a lidar com ela da melhor forma possível. Esse conhecimento do nosso corpo, dos nossos ciclos, ajuda-nos enquanto mulheres e, no meu caso e de semelhantes, enquanto Bruxas.

Existem Tendas Vermelhas em todo o mundo, aliás, a DeAnna L'am tem o projecto "Uma Tenda Vermelha em Cada Bairro" com o objectivo de que as Tendas Vermelhas cheguem a todos os bairros e todas mulheres do Mundo. No site indicado podem consultar quais as Tendas que existem perto de onde moram e como funcionam.

Pessoalmente frequento uma Tenda Vermelha todos os meses e é uma experiência transformadora, sem igual. A união feminina, o conhecer dos nossos ritmos e tudo o que a Tenda proporciona é algo inesquecível, transformador e único. Recomendo a todas as mulheres que pretendam conhecer-se melhor, crescer, sintonizar-se (com vós mesmas e com o Mundo) e também que procurem uma comunidade que vos acolha e receba de braços abertos.

E vocês, leitoras? Qual a vossa experiência com a Tenda Vermelha? 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O Tarot: Arcanos Maiores - I O Mago

I - O Mago


Nome do Arcano: O Mago
Número: I
Descrição: No baralho de Rider-Waite o Mago é representada por um homem com roupa branca e vermelha com o símbolo do infinito por cima da sua cabeça, uma cobra a comer a sua cauda na cintura e com um bastão na mão direita a apontar para os céus, enquanto a sua mão esquerda aponta para a terra. À sua frente está uma mesa com uma espada, um pentáculo, um pau e um cálice. Em frente à mesa encontram-se lírios brancos e flores vermelhas. *
Símbologia: Este arcano é representado por um homem que tem na sua mão direita um bastão que aponta para os céus e a sua outra mão aponta para a terra, representando a ligação entre os dois planos e o Mago como sendo o condutor. Por cima da sua cabeça está o símbolo do infinito e, na sua cintura, uma cobra a morder a própria cauda que é outro dos símbolos relacionados com a eternidade. Todos os naipes do baralho estão na sua mesa, em que eles nos apresenta aquilo com que iremos trabalhar e, também, nos mostra os quatro elementos - Fogo, Água, Terra e Ar. As suas roupas são uma representação da sua pureza (roupa branca) e a experiência e conhecimento (a capa vermelha). As flores representam a dualidade, com o branco e vermelho.

Significado:

  • Posição Normal
O Mago aparece como representação de poder e determinação. Esta carta diz que a pessoa tem, dentro de si, todo o potencial e energia para manifestar os seus desejos e objectivos independentemente em que plano os mesmos ocorram, dado que esta carta tem perante si os quatro elementos. O Mago sugere, nas leituras, que existe uma situação (ou virá a existir) na qual terá a possibilidade de por em utilização todos as suas forças para atingir o objectivo pretendido. Com esta carta vem o sucesso em criar tudo o que quer, representa a manifestação dos nossos objectivos através de utilizando as ferramentas que estão ao nosso dispor. Esta é uma carta bastante positiva e que trás consigo sempre boas notícias e resultados. É um sinal directo para agir conscientemente e agir, sendo que está ao nosso dispor tudo o que precisamos (atitude, ferramentas ,etc) para atingir o pretendido.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida o Mago alerta-nos para a ganância, manipulação e a utilização dos nossos dons e capacidades para fins negativos. Manda-nos ter cuidado e caução, ter a certeza do que fazemos e garantir que estamos a usar tudo ao nosso alcance para analisar a situação que temos em nossa frente e garantirmos que confiamos na situação ou na pessoa em causa. O Mago invertido sugere também um afastamento de nós mesmos e da realidade, a nível espiritual. Indica ao alvo da leitura a focar-se na realidade e voltar a colocar os "pés assentes na Terra". Pode haver confusão e impaciência. Mostra-nos também, em oposição à sua face normal, que existem habilidades e talentos que podem não estar a ser aproveitados ao máximo e que devemos focar-nos em melhorar esses aspectos, com o intuito de atingir o objectivo final. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite.